Afinal, é hora de investir em franquias?

O Risco de se investir, seja em uma franquia ou ativo financeiro, hoje é maior do que provavelmente será daqui a alguns anos. Mas como sabemos, ao assumir riscos maiores estamos nos expondo a retornos potenciais também mais elevados.
Por Renan Brito

Silvio Santos já dizia que barras de ouro valem mais do que dinheiro. Mas, nos dias atuais, com os desafios e incertezas impostos pelo COVID-19, além de máscara e álcool gel, uma das coisas que mais valem é a informação.

E hoje, trouxemos aqui a pergunta que todos têm nos feito: Afinal, é hora de investir em franquias? Para responder à essa questão, convidamos Renan Brito, Head de Investimentos do grupo SMZTO.

É hora de investir em franquias?

Renan: Diante de um cenário imprevisível precisamos ser cautelosos, e isso pode significar postergar decisões de investimento. Porém, uma das variáveis que mais pesavam contra a tomada de decisão imediata era a indefinição quanto à volta das atividades comerciais, mas hoje a maioria dos estados já as retomou parcialmente, e outros seguem com data prevista para tal. O Risco de se investir, seja em uma franquia ou ativo financeiro, hoje é maior do que provavelmente será daqui a alguns anos. Mas como sabemos, ao assumir riscos maiores estamos nos expondo a retornos potenciais também mais elevados. Esse incremento potencial no retorno pode vir de negociações mais favoráveis com a franqueadora, com fornecedores e principalmente na negociação dos imóveis. É natural que diante do cenário atual esses agentes estejam mais flexíveis e você pode se aproveitar disso.

Quais setores você acredita que terão mais destaque após esse período?

Renan: A escolha cuidadosa do setor no qual se pretende investir é ainda mais importante nesse momento. A crise traz um cenário econômico que afeta desproporcionalmente os segmentos de acordo também com sua essencialidade. Assim, é esperado que agências de turismo sofram mais que restaurantes focados no almoço do dia a dia por exemplo. Por outro lado podemos ter negócios que se beneficiam da crise e das mudanças de hábito decorrentes dela. Acredito em um avanço da economia low touch/digitalização, e uma maior exigência em termos de higiene, abrindo espaço para o crescimento de empresas especializadas em limpeza e colocando em xeque modelos como o de buffets, que deixam a comida exposta enquanto pessoas conversam sobre ela. O delivery – já muito forte em grandes centros – deve se fortalecer nas demais cidades, além de desenvolver soluções cada vez mais especializadas. O elevado nível de desemprego forçará muitas pessoas a repensar suas carreiras, buscar treinamento, requalificação e até alternativas como o empreendedorismo. A necessidade de isolamento da família e cuidado especial com idosos já está gerando um aumento da demanda por vagas em casas de repouso. Diante do exposto acima, negócios com veia forte digital, focados em delivery, relacionados à limpeza, cursos profissionalizantes e instituições de longa permanência para idosos podem ser segmentos interessantes para se investir.