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Pandemia evidenciou resiliência do franchising brasileiro.

5 min de leitura • 16 de setembro de 2020

Live promovida por PEGN discutiu a adaptação e o futuro do setor de franquias frente à crise sanitária. Guia de Franquias 2020/2021 será lançado no dia 9 de outubro.

Originalmente publicada em, sobre o franchising brasileiro:

A pandemia desafiou empresas e setores de maneiras diferentes. Mas um ponto é comum entre as franquias: a parceria entre franqueador e franqueado foi colocada à prova de uma forma nunca vista. Quem soube explorar as novas dinâmicas teve mais chances de inovar e encontra mais espaço na retomada. E quem pretende ingressar no franchising pode esperar modelos de negócio mais dinâmicos e enxutos do que antes.

Estas são algumas das conclusões da live “O franchising brasileiro na pandemia”, pré-evento do Prêmio Melhores Franquias do Brasil 2020, realizado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios com patrocínio da Mercedes-Benz. O Guia de Franquias 2020/2021 será lançado no dia 9 de outubro.

A transmissão ao vivo reuniu André Friedheim, presidente da Associação Brasileira de Franchising; Adir Ribeiro, CEO e fundador da Praxis Business, consultoria especializada em varejo e franchising; e Jefferson Ferrarez, diretor geral de Vans da Mercedes-Benz no Brasil. O bate-papo foi mediado por Mariana Iwakura, editora executiva de PEGN.

Novos caminhos

Os convidados discutiram a adaptação do franchising à crise e seus caminhos para a retomada. A transformação digital é um ponto central e não permitiu apenas atender consumidores de novas formas. Também ajudou a diminuir atritos e aproveitar ao máximo o potencial de cada franqueado.

Se hoje as lojas devem ir até os clientes, e não o contrário, redes podem sair na frente ao explorar a multicanalidade e capilaridade de suas unidades. “O fato de uma rede estar em várias cidades diminui o custo de entrega e do last mile, então franqueados foram integrados. O que era um conflito hoje é um ganho”, destaca Friedheim, da ABF, sobre o franchising brasileiro.

A relação entre franqueador e franqueado também sai desse processo mais fortalecida. Mesmo à distância, muitos intensificaram o contato e trabalharam juntos em busca de soluções e de mais agilidade para colocar inovações em prática. “Esse protagonismo vai ser o maior legado. Também precisaremos ter cada vez mais tolerância ao erro”, afirma Ribeiro, da Praxis Business.

A transformação do setor

Muitas das adaptações exigidas pela pandemia devem continuar relevantes no futuro. O maior interesse de consumidores por delivery e e-commerce é um dos principais exemplos. Além de serem uma nova frente de negócio, modelos como esses abrem espaço para franquias com operação mais dinâmica e enxuta, como as dark kitchens. “Muitas vezes você pode entregar com 30 metros quadrados o mesmo que entregaria com 60”, diz Friedheim.

As operações itinerantes são outra possibilidade. Elas permitem começar com um investimento menor e trazer comodidade a segmentos tão diversos quanto pet shops e consultorias. “Muitas vezes um furgão tem a mesma metragem de um negócio físico”, diz Ferrarez, da Mercedes-Benz. “Acreditamos que essa tendência já era grande e se mostra ainda mais forte.”

Descentralização

O papel dos franqueados nos meios digitais também ganhou mais relevância. As divulgações e vendas via redes sociais e WhatsApp foram cruciais para muitas marcas e abrem espaço para estratégias menos centralizadas. “O franqueado não é mais apenas responsável por montar a loja. Ele tem que usar ferramentas para ir atrás do cliente”, diz o presidente da ABF.

Uma boa operação digital, porém, envolve segmentação e personalização. “O digital precisa se tornar cada vez mais pessoal, garantindo exclusividade aos clientes. A diferenciação é que vai fazer com que se sobressaia”, recomenda Ferrarez.

A importância do suporte das redes aos seus franqueados foi outro ponto evidenciado pela crise sanitária. O fundador da Praxis Business acredita que, em geral, empresas do setor conseguiram reagir melhor à crise por contar com base e suporte sólidos. A ABF estima que 1,4% das 160 mil franquias do país tenham fechado as portas desde o início da pandemia no franchising brasileiro.

O número é considerado baixo pelo presidente da associação, especialmente levando em outra que outras unidades foram abertas no período. A dificuldade geral de acessar crédito foi compensada, no caso das franquias, por fatores como o maior poder de negociação com shopping centers e fornecedores.

“Ainda estamos levantando os dados, mas acredito que hoje estamos com 70% do faturamento, o que esperávamos para dezembro”, diz Friedheim. A maior aceitação e adesão ao repasse de franquias também colabora para o resultado e é considerada positiva para o longo prazo.

Novas oportunidades

Quem pensa em abrir uma franquia agora deve ter alguns cuidados. Alguns deles não são novos e valem para qualquer momento, como a importância de pesquisar bem sobre a marca, conversar com franqueados e entender se tem perfil para ser um. Outros pontos de atenção se tornaram mais importantes agora.

O primeiro deles é verificar se o modelo de negócio está alinhado às novas tendências, tanto financeira quanto operacionalmente. No caso de uma operação digital integrada, por exemplo, é preciso verificar qual é a política de comissionamento pelas vendas. Outro ponto importante é a possibilidade ou não de divulgar a unidade individualmente nas redes sociais.

Outros aspectos são mais sutis, mas igualmente importantes. A sinergia entre a operação da empresa e seu propósito é um deles. “É fácil estampar a missão e os valores de uma empresa na parede. Mas ela executou tudo isso na prática?”, questiona o presidente da ABF. “Invista em um negócio em que você tenha confiança.”