Franquias lucrativas: como identificar operações rentáveis.

O sistema de franquias é uma das opções que empreendedores têm para abrir um negócio próprio, mas é preciso saber escolher a marca certa, sem ilusões.

Originalmente publicado em: Franquias lucrativas: como identificar se operações são realmente rentáveis

Franquias lucrativas: como identificar se operações são realmente rentáveis? Uma franquia barata nem sempre é uma franquia lucrativa. Os dois termos que estão entre os mais buscados na internet, quando o assunto é franchising, podem esconder uma armadilha, ou ainda um erro de interpretação. De acordo com o especialista e fundador da consultoria Praxis Business Adir Ribeiro, “há uma certa confusão entre franquia lucrativa e pouco trabalho, as pessoas procuram por algo que proporcione as duas coisas, mas não é no sistema de franquias que vai encontrar”. 

Em resumo: em qualquer nicho ou tamanho de negócio, o empreendedor precisará trabalhar bastante para ter o retorno do investimento.

Recomendações:

O especialista recomenda que o empreendedor se informe sobre o funcionamento de uma rede franqueada e até mesmo de uma empresa antes de procurar uma franqueadora para conversar. Existem cursos gratuitos oferecidos tanto pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), quanto pelo Sebrae. “É preciso ter um conhecimento básico para entender a diferença entre faturamento e lucratividade. Consciência financeira é o que dá mais poder para conversar e negociar com franqueador”, explica.

Faturamento x Lucro.

Como dica inicial, Ribeiro orienta que os empreendedores façam contas: se uma franquia promete um faturamento bruto mensal de R$ 40 mil e uma lucratividade de 15%, quer dizer que cerca de R$ 6 mil vão para o bolso do franqueado, e não o valor cheio. É preciso avaliar se o padrão de vida é sustentado com a lucratividade prometida.

Projeções, planilhas e consulta a franqueados.

Quando a franqueadora recebe um candidato, deve apresentar todas as projeções do negócio, em diversos cenários possíveis. Ribeiro orienta que seja feito um exercício com o empreendedor para que ele crie seu próprio cenário na localização de interesse, considerando demanda, comportamento de consumo e aspectos regionais. 

Por exemplo, se o candidato quer implantar uma franquia num shopping em São Paulo, quais serão os custos de implantação, que envolvem aluguel, reforma, adequação do ponto e luva (taxa inicial cobrada pela maioria dos shopping centers)?

“É claro que sempre há uma tendência do franqueador de dourar a pílula, trazer cenários mais produtivos. A recomendação sempre é estudar essas planilhas. Olhar para as projeções e visitar operações daquele porte que você quer ter.”

Ao receber a Circular de Oferta de Franquia (COF), o empreendedor tem acesso aos contatos de todos os franqueados atuais e ex-franqueados que deixaram a rede nos últimos 24 meses. Ribeiro orienta que o empreendedor use essas informações e contate os franqueados e, principalmente, ex-franqueados para verificar se a rede realmente cumpre o que promete.

Na ponta do lápis.

Um negócio pode ser considerado lucrativo à medida que paga as próprias despesas e ainda é possível tirar pró-labore. “Olhe as grandes contas fixas como imóvel, funcionários, estoque e tributos. Este último é super relevante porque é o que valida a viabilidade do negócio. Se cabe no Simples ou não. Tudo isso pode tornar o negócio sustentável ou não”, afirma o especialista.

Além disso, é preciso considerar as despesas fixas da franqueadora, como royalties e taxa de propaganda. “Outro ponto é ter o capital de giro inicial disponível: pelo menos seis meses sem tirar nada do negócio para sustento pessoal. Se pegar empréstimo para o capital de giro inicial, terá de pagar juros. Muita gente morre aí.”

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